COMO TUDO COMEÇOU

2012, nossos filhos prestes a fazer a Primeira Eucaristia e, na escola, precisavam de uma comissão para organizar tudo, tudo mesmo. 
Foram onze mães que se uniram para começar a cotar, decorar, pensar, vestir, arrecadar, discutir, falar, falar, falar… 
Eu fui a última a chegar tudo já estava meio encaminhado mas procurei me inteirar dos assuntos para poder participar e ajudar.
Nós nos reuníamos todas as quartas-feiras, na pastoral da escola em que estudam, no dia da missa e catequese das crianças, na pastoral da escola em que estudam para tratar das flores, das cores, das fotos e tudo que inventamos para deixar nossa cerimônia o mais linda possível. 
Os laços foram se estreitando e fomos ficando mais intimas, mais falantes e cada vez mais amigas. Algumas já se conheciam de vista, do papo de mãe na porta da sala de aula, de reuniões pedagógicas.
O dia da cerimônia chegou e deu tudo certo, lógico que com a quantidade enorme de pessoas presentes ficamos um pouco tensas pois queiramos que tudo fosse perfeito e foi.
Pronto, deu certo! Ficou tudo lindo! Acabou! 
Acabou? Acabou nada, estava apenas começando. 
Marcamos nosso primeiro encontro, um almoço na casa da Dri, perto do Natal, exatamente há dois anos atrás. Fomos em 9, foi muito bom, demos muitas risadas, falamos muito, o que não era novidade, foi bem divertido rever as meninas sem falar de flores, roupas, fotos, crianças, missas… 
Já neste ano mesmo, por causa de trabalho e muitas tarefas, algumas ja não voltaram ao grupo. Época corrida pra todas, mês cheio de compromissos e festas. Nós resistimos e ficamos.
Outro encontro com muito papo e, no meio de tanto assunto vimos, que as férias haviam chegado. Todas íamos viajar e a questão era: como ficar sem nos falar?
Rapidinho pegamos nossos celulares e o nosso grupo foi criado, para trocarmos nossas experiências de viagem. 
Nos falávamos o dia todo, durante a tarde toda e a noite até bem tarde, o mês todo. Era muito papo, mesmo longe, afinal tudo era falado e fotografado, tudo comentado.
E aí fomos nos unindo, nos grudando, nos precisando, tinhamos a necessidade de estar perto, de falar toda hora, de ver, de dividir todas as alegrias e tristezas, os problemas com os filhos, alguém sempre tinha uma dica pra dar, uma palavra de ajuda, um ombro amigo.

Não nos desgrudamos, rimos juntas, choramos juntas; e assim passaram dois anos em que nos falamos todos os dias o dia todo. Além disso, nos vemos toda semana às vezes todo dia, no nosso “Café com Amigas”. Nos tornamos necessárias e vitais umas as outras, pra sempre.

Silvia P.

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